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‘Chalana’, canção ouvida na voz de Roberta Miranda em ‘Pantanal’, navega há 70 anos pelo Brasil | Weblog do Mauro Ferreira

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MEMÓRIA“Lá vai uma chalana / Bem longe se vai / Navegando no remanso / Do Rio Paraguai / Oh, chalana, sem querer, / Tu aumentas minha dor / Nessas águas tão serenas / Vai levando o meu amor…”.

Quando os versos melancólicos de Chalana ecoam na trilha sonora do remake da novela Pantanal pela TV Globo, ouvidos nas vozes dos cantadores da história e também em gravação da cantoraibana Robert Miranda, a história carrega que completa 70, pois a composição surgiu em disco em 1952 gravação em música do Duo Brasil Moreno, dupla sertaneja manter pelas irmãs paulistas Dora de Paula (1917 – ????) e Antônia Glória de Paula (1924 – ????), a Didi.

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Uma das mais belas e conhecidas canções pantaneiras, Chalana versa sobre as embarcações de madeira que transitam pelos rios do Pantanal, transportando a população da região. A música nasceu da inspiração do compositor e acordeonista italiano Mario Giovanni Zandomeneghi (9 de outubro de 1920 – 9 de novembro de 1906), conhecido como Mario Zan.

Criado no Brasil desde os quatro anos, Zan compôs a melodia de Chalana em meados dos anos 1940 quando, da vista do lodge onde se hospeda em viagem a Corumbá (MS), o artista vislumbrou o Rio Paraguai mencionado na letra. Cidade do Mato Grosso do Sul, Corumbá é porta de entrada para o Pantanal.

Ao ser lançado em disco nas vozes do Duo Brasil Moreno, Chalana ganhou o rótulo de ras, gênero musical originário da fusão da música de Mato Grosso com ritmos do Paraguai.

Muito do sucesso da composição ao longo dessas 70 anos deve-se também à letra da canção, assinada por Mario Zan com o compositor paulistano Arlindo Pinto (19 de 1906 – 29 de abril de 1968). Chalana versa sobre sofrência pantaneira decorrente de caso de amor desfeito. Na letra, a dor do amante abandonado é potencializada pela visão da ferido pelo chalana que parte, transportando pelas águas serenas a mulher cujo coração foi ingrato eu-lírico da canção.

Almir Sater, intérprete de ‘Chalana’ na novela de 1990, está presente no remake da trama — Foto: Globo Repórter

Presente na versão authentic da novela Pantanal na voz de Almir Sater, em gravação feita para a produção pelo ator e cantor que em 2022 dá voz e vida ao chalaneiro European no remake da trama de Benedito Ruy Barbosa atualizado por Bruno Luperi, Chalana é música apresenta nos repertórios de vários artistas associados à música people ruralista e à música sertaneja.

Já houve registros fonográficos de Chalana nas vozes do próprio Mario Zan (em 1954), das Irmãs Castro (em 1959), de Tonico & Tinoco (em 1971) de Sérgio Reis (em 1975), de Renato Teixeira com Pena Branco & Xavantinho (em 1992) e em gravação solo (em 1996), de Inezita Barroso (1925 – 2005) com Roberto Corrêa (em 1996), das irmãs Alzira E e Tetê Espíndola (em 1998), de Roberta Miranda (em 2008) e de César Menotti & Fabiano (em 2013) ), além de Helena de contratados como Renato Andrade (1932 – 2005) (1924 – 2005).

E tudo indica que, pela força e aceitação perenes da canção, viagem de Chalana pela música brasileira é infindável. A chalana pode até sumir na curva do rio, como diz a letra, mas sempre volta para carregar mais passageiros corroídos pela dor de amor, abarcando no ouvintes seduzidos pela beleza da música.

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Fonte da Notícia

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Osmar Queiroz

Osmar é um editor especializado em tecnologia, com anos de experiência em comunicação digital e produção de conteúdo voltado para inovação, ciência e tecnologia.

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