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China quer controlar como seus famosos livestreamers agem e se vestem

Por Redação04/07/2022 às 00:00
China quer controlar como seus famosos livestreamers agem e se vestem
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Zeng, que pediu para ser chamada pelo sobrenome para não ser identificada, achou ridículo. “Ecu não acho que ela tenha feito nada irracional ou moralmente corrupto nos padrões de hoje. Pelo contrário, acho que ela está fazendo algo que pode ajudar a todos”, diz. A conta de Longfei acabou sendo restabelecida em junho.

A transmissão ao vivo decolou na China em 2016 e desde então se tornou uma das maneiras favoritas do país de passar fragmentos de pace livre, com 635 milhões de espectadores. Os principais streamers ao vivo comandam o público em comércio eletrônico, música, jogos e comédia, e obtêm enormes quantidades de receita de seus milhões de fãs dedicados. Como resultado, muitas vezes eles podem ter tanta influência quanto as celebridades da lista A.

Mas muitos streamers, como o advogado Longfei, estão lutando com a crescente disposição do governo chinês de avaliar o que é aceitável. Um novo documento de política, Código de conduta para streamers on-line, lançado pelas principais autoridades culturais da China em 22 de junho, foi projetado para instruir os streamers sobre o que se espera deles. Tendo conseguido operar sob o radar nos últimos anos, os streamers agora estão enfrentando toda a força da máquina de censura da China.

O Código de Conduta lista 31 categorias de conteúdo que não devem aparecer em vídeos on-line, variando de violência e automutilação a conceitos mais ambíguos, como ensinamentos religiosos e exibição de riqueza. As diretrizes também incluem regras sobre a aparência dos streamers e proíbe o uso de deepfakes para fazer piadas sobre a liderança da China.

“Penso nisso como uma tentativa de integração ascendente que visa cobrir todo o país, todas as plataformas on-line e qualquer gênero de streamers on-line”, diz Jingyi Gu, candidato a doutorado que estuda streamers chineses na Universidade de Illinois, Urbana-Champaign. Ele substitui os regulamentos anteriores que são irregulares ou provinciais e também complementa outros regulamentos que regem plataformas e empresas de advertising. “[This one] aborda os streamers on-line como uma ocupação independente, assim como os atores”, diz Gu.

Está claro que o governo chinês está no processo de domar uma indústria que se tornou poderosa demais para ser ignorada. No ano passado, alguns dos principais livestreamers da China caíram de seus tronos depois de serem multados por evasão fiscal ou por provocar censura em torno de eventos políticos. Mas, ao colocar as restrições no papel, o Código de Conduta está abrindo caminho para outras intervenções no futuro.

'O Fim do Universo'

Há um ditado que é common na China agora: “O fim do universo está vendendo coisas ao vivo”. Ele zomba do fato de que hoje em dia, profissionais de todas as profissões—advogados, professores, celebridades– parecem ter se twister streamers ganhando dinheiro como apresentadores de produtos no estilo QVC.

“Americanos e europeus definitivamente não pensam na transmissão ao vivo como um canal mainstream para compras, e provavelmente nem mesmo como um canal mainstream para entretenimento, mas na China, alcançou extrema popularidade”, diz Gu.


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Fonte da Notícia: www.technologyreview.com