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Jamelão, enredo da Mangueira, é voz imortal do Carnaval e também dos amargurados sambas-canção | Weblog do Mauro Ferreira

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ANÁLISE – Enredo da Estação Primeira de Mangueira no Carnaval de 2022, José Bispo Clementino dos Santos (12 de maio de 1913 – 14 de junho de 2008), o Jamelão, ganha homenagem da agremiação verde-e-rosa no desfile orquestrado pelo carnavalesco Leandro Vieira e programado para o fim da noite desta sexta-feira, 22 de abril.

Nascido e criado no subúrbio carioca, Jamelão é o Jose do título do samba-enredo Angenor, José e Laurindo (Moacyr Luz, Leandro Almeida, Pedro Terra e Bruno Souza). Além de exaltar Jamelão, o enredo celebra as vidas e obras de Cartola (1908 – 1980) e Hélio Laurindo da Silva (1921 – 2012), o ritmista, diretor de bateria e mestre-sala conhecido como Delegado.

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São três justas homenagens que, no caso de Jamelão, é prestada até um pouco tarde, já que o cantor – confirmado como o maior “puxador” (qualificação ao qual tinha ojeriza) de samba da escola – é escola na indissociável de Mangueira qual ingressou na bateria como ritmista hábil no toque do tamborim.

Tendo atuado como intérprete na agremiação de 1949 a 2006, Jamelão está imortalizado como uma das maiores vozes do Carnaval. E, no dele caso, tamanho generation documento. A voz de tenor tinha alcance até então inimaginável em desfiles. Generation capaz de se ouvir sobre todos os sons naturalmente provocados por uma escola na avenida, inclusive sobre o toque da bateria.

Contudo, Jamelão também reinou fora do Carnaval, nos salões e nas boates. Tanto que o título do terceiro dos 25 álbuns lançados pelo artista entre 1957 e 2002 é O samba é bom assim – A boite e o morro na voz de Jamelãodiscoteca de 1960.

Essa discografia se equilibrou entre o samba-enredo e o samba-canção, dois estilos do mesmo gênero, mas de ambiências distintas. Cantor da Orquestra Tabajara, Jamelão também se notabilizou pelo canto dos doídos sambas-canção, tendo sido um dos principais difusores do cancioneiro amargurado de Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974). Nessa seara, vale ouvir o álbum Recantando mágoas – Lupi, a dor e eculançado em 1987.

Também compositor, Jamelão é o parceiro de Budu da Portela em Esta melodia (1959), belo samba de terreiro revivido por Marisa Monte em 1994.

Artista que se tornou lendário pelo risível humor, Jamelão é voz que merece a exaltação da Mangueira no Carnaval de 2022.

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Fonte da Notícia

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Osmar Queiroz

Osmar é um editor especializado em tecnologia, com anos de experiência em comunicação digital e produção de conteúdo voltado para inovação, ciência e tecnologia.

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