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Johnny Hooker faz o álbum ‘Orgia’, um filme noturno sobre sexo e solidão que foi gravado na metade ultimate | Weblog do Mauro Ferreira

Johnny Hooker faz o álbum ‘Orgia’, um filme noturno sobre sexo e solidão que foi gravado na metade ultimate |  Weblog do Mauro Ferreira

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Edição: Edição independente do artista



♪ Em 21 de maio, um dia após o lançamento do unmarried Cuba, Johnny Hooker externou nas redes sociais a decepção com o baixo desempenho da música e, desiludido com as regras da indústria da música, ameaçou se retirar de cena. “Não há mais demanda pelo meu trabalho…”, concluído.

Verdadeiro ou mera ação de advertising and marketing, o desabafo do artista pernambucano surtiu efeito e chamou atenção para Cuba, música de autoria e produção musical creditada por Arthur Marques e DJ Thai, parceiros de Hooker na Faixa. Com insosso molho tropical, Cuba é uma das 13 músicas que pertencem ao repertório de Orgiaálbum conceitual lançado por Hooker às 21h de quinta-feira, 9 de junho, por vias totalmente independentes.

Assim como Amante de aluguel (Johnny Hooker, Erica Colaço, DJ Thai e Arthur Marques, 2021), música brega formatada com batida pop eletrônica pelo produtor musical Tiago Bazani Abrahão e lançada em unmarried em outubro do ano passado, Cuba ajuda Hooker a montar o roteiro de Orgiaálbum que funciona como um filme se as 13 faixas foram ouvidas na sequência do artista.

Esse filme vara a noite, versando sobre sexo e solidão. A ideia de Hooker foi falar de sexo – em especial do sexo informal entre homens – dentro do repressor contexto político do Brasil de 2022. Tanto que os relatos eróticos do dramaturgo, ensaísta e poeta argentino Tulio Carella (1919 – 1972) em viagem por Recife (PE) – expostos no livro Orgia – Diários de Tulio Carella – Recife, 1960publicado no Brasil em 1968 – foram o ponto de partida do disco.

Cenário das Experiências Orgiásticas de Carella, Recife (PE) é a cidade natal de Hooker, nascido John Donovan Maia. Não por acaso, o álbum abre com uma récita de trecho do livro do escritor argentino na faixa intitulada Cap 1 – A cidade do desejo – trecho colado a texto do próprio Hooker.

Leia mais: Johnny Hooker fala da dificuldade de ‘furar a bolha’ com música autoral: ‘Falta oportunidade’

Na prática, o álbum Orgia tem ralo teórico político porque o repertório confessional se situa no mais na esfera privada do que na pública, ainda que explicitar o sexo homosexual também seja um ato político no Brasil, o país que mais mata pessoas da comunidade LGBTQIA+.

Do ponto de vista musical, o álbum-filme de Hooker – orquestrado pelos produtores musicais Arthur Marques, Barro, DJ Thai, Felipe Puperi, Guilherme Assis, João Inácio da Silva e Tiago Bizani Abrahão – enreda mais na metade ultimate do roteiro.

Ambientada em clima noturno, a parte inicial do disco foca a procura nas ruas pelo gozo efêmero, mote de letras como as do eletropop roqueiro Nos braços de um estranho (Johnny Hooker). São homens possuídos pela vontade viver, como aponta o cantor-narrador-filme em texto da primeira escolha. Cidade do desejo, Recife (PE) é o porto (in)seguro do gozo de Só pra ser teu homem (Johnny Hooker), faixa ambientada em clima flamenco.

Johnny Hooker canta com Silva a música ‘Maré’, destaque do álbum ‘Orgia’ — Foto: Carlos Salles / Divulgação

Embora a tematicamente do álbum Orgia irresistivelmente mais sedutora para ser gays, o ponto de virada musical do disco – para melhor – acontece na sétima faixa, Égua. Atraente composição do pernambucano Juliano Holanda, Égua homens o ouvido no dueto de Hooker com Silva na letra que arrasta de peito aberto saciam a fome do sexo, celebrando o gozo da vida.

Gênero que pauta a cadência de Nhac! (Chameleo Coronha, Bibi, Amanda Deco Martins, 2021), faixa lançada em álbum do artista para Chameleo, o ditana o ritmo mais melancólico de Nsra da encruzilhada (Filipe Catto), flash de solidão na mesa de um bar. “Deixe european fumar meu Derby em paz”, suplica Hooker, com o canto rasgado, nessa ótima faixa que termina em clima épico.

Na mesma cadência melancólica, o samba Abrigo (Johnny Hooker) flagra o amante noturno mais vulnerável, em espécie de lamento solitário. “Olhe pra mim / Diga que essa foi a última vez / E agora que já pegou tudo o que precisa / Leve tudo outra vez / E então vou voltar / Professionals mesmos bares onde nos encontramos / O cheiro de outros homens morar / Nas ruas onde nos esbarramos”prevê o amante na canção European te desafio a me amar (Johnny Hooker, 2021), faixa em intensidade progressiva que ganha intensidade no fecho do disco-filme, atravessado por emoções reais que compensam o flerte synthetic com o piseiro, mixado com brega em Larga esse menino (2021), música que junta Hooker e Jáder.

Antes de voltar para os bares e para a noite, retorno simbolizado no arremate do disco com Vuelveversão em espanhol (Johnny Hooker, 2011), canção que deu projeção nacional ao artista ao ser veiculada no filme nacional3, arrasadora, ao ser veiculada no filme Tatuagem (2013), Johnny Hooker cai no samba e faz o Carnaval, portando a alegria em Estandarte (Johnny Hooker). É quando o amante noturno ressignifica a dor e fica pronto para começar de novo a busca por sexo que norteia o roteiro de Orgiaálbum que cresce na medida em que avança o filme.

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Fonte da Notícia: g1.globo.com

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