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Lixões têxteis: as imagens que mostram uma indústria pode ser tóxica ao meio ambiente | Moda e beleza

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As incríveis imagens dos lixões têxteis em Gana e no deserto do Atacama, no Chile, reacendem o debate sobre o descarte e a produção de roupas no mundo.

O problema não é novo na indústria da moda, mas fica mais evidente conforme o aumento da produção e a forma como os países são descartados o que não é vendido ou não mais utilizado.

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As pilhas de pilhas vêm dos Estados Unidos, na Europa e na Ásia e são regiões em poucas habitadas, como a zona franca do porto de Iquique, a 1,8 mil de Santiago.

No Chile, o deserto do Atacama abriga o tóxico da moda descartável do 1° mundo

Há um comércio native de venda dessas roupas, geralmente provenientes das redes de “speedy model”, mas grande parte é descartada.

A mecânica que abastece essas grandes redes de roupa é a que vai produzir em larga escala peças que durará pouco, com preço baixo e mão de obra em países como China ou Bangladesh.

Não é a toa que o número de coleções de uma rede de “speedy model” pode chegar a 50 por ano.

Segundo estudo da ONU de 2019, a produção de roupas no mundo dobrou entre 2000 e 2014. Além disso, o uso de componentes químicos barateiam ou custo das peças, mas poluem o meio ambiente e inviabilizam os processos de reciclagem.

Com o speedy model está também a explicar o consumo e a moda em percentual, sobrando mais roupa da população.

“A marca vende 70%, 80%, 90%, 98% mas mesmo esse ‘pouco’ percentual que sobra é muito em quantity, em toneladas, em peças”.

É uma questão exponencial. Se a gente pensa que todo mundo quer comprar mais, então a marca também quer vender mais”, afirma Carvalinha.

Mulheres buscam roupas usadas em meio a descarte no deserto do Atacama, em Alto Hospicio, — Foto: Martin Bernetti/AFP

Só em Gana chegam, semanalmentemais de 15 milhões de peças aos lixões de roupas. No Atacama, são despejadas cerca de 59 mil toneladas por ano.

Francisca Dantas Mendes, professora de Moda da EACH, já encontrou um caminhão de coleta de coleta domiciliar feita na região central de pesquisas na área e coleta de roupa e já um caminhão de coleta de dados fez 20 toneladas de resíduos de roupa e 35 toneladas de coleta de roupa.

Relação entre consumo e descarte

Milhões de toneladas de roupas usadas e os restos de tecidos causam desastres ambientais

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Para Carvalinha, que também é coordenadora de pós-graduação de negócios e varejo da FAAP, são as peças de “mo” que mais sobram, tendências que ficam marcadas a cada estação.

Assim, uma possibilidade é redistribuir a produção de peças atemporais que podem ser reabsorvidas nas sem restrições de dados.

“Tem muito a ver com a maneira que a gente consome, u.s.a. e destina os restos das nossas roupas”.

A especialista já sente a mudança no comportamento do consumidor com relação a uma década anterior.

“Como e o público não parece ser mais incomodativo com aquela coisa de ser da ‘coleção antiga’. Isso deixou de ser uma coisa tão pejorativa e passou a ser uma coisa tão pejorativa e passou a ser uma coisa tão pejorativa, teve uma mudança de percepção de valor que não é necessariamente novo”, diz.

Lixão têxtil no Deserto do Atacama — Foto: Profissão Repórter

“Isso pode ser muito interessante para a maneira que a gente vai reorganizar a produção e o consumo de moda: ressignificar o que é ‘velho’“.

Nas compras, é possível ver tudo: camisetas básicas, tricôs natalinos, sapatos, roupas iguais, peças únicas, bolsas, casacos.

Giovanna Nader dá dicas de como reaproveitar as roupas que você não quer mais

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A reciclagem também é uma das alternativas, mas para que o processo seja proveitoso também é preciso fazer a separação dos materiais, como zíperes e botões, um processo que não acontece na escala necessária atualmente.

Outro caminho que inviabiliza o caminho é a composição dos tecidos, que, não só não é puro (uma camiseta 100% algodão), como têm produtos químicos sintéticos e muito nocivos ao ambiente.

Em média, a previsão é que o subject material leve cerca de 200 anos para se desintegrar no meio ambiente.

“O dinheiro acaba por construir equipamentos para a transformação dos sistemas de reciclagem, então para construir os equipamentos para a reciclagem dos tecidos”, defenda Marília em direção ao processo de resolução.

“Acredito que a coisa ainda vai piorar para depois melhorar, porque a gente não tem uma solução estrutural para esse problema”.

“Precisa também melhorar as tecnologias em todo o processo, pensando muito em reciclagem, mas ainda é ínfimo. Acho que está muito longe uma solução para grande escala”.

Além da reciclagem que transforma os resíduos têxteis em outros produtos, há também o “Upcycling”, quando novas peças são criadas a partir de materiais usados. Veja dicas no vídeo acima.

Além de tudo um problema social

Oficina clandestina de costura em São Paulo alvo de ação do Ministério Público do Trabalho. — Foto: Divulgação/MPT

A maioria das roupas que vão para lixões têxteis foram voltadas para a Ásia e na África a custos baixos.

Depois de ser exportada para os países desenvolvidos, “o que sobrou” para poluir emergentes, é de se voltar a pensar nos problemas sociais da indústria.

Nem é preciso ir longe, já que a exploração da mão de obra em regiões como Brás e Bom Retiro, em São Paulo, não é novidade no Brasil.

Para Francisca, da EACH, a discussão sobre lixões também inclui repensar a forma como se paga os funcionários na cadeia da moda.

“A ganância, a busca pelo lucro está dissociada de uma consciência de pagamento justo no processo produtivo eo preço correto do produto”, explica ela.

“O problema não é na redução da produção. Tem que se pagar corretamente a produção, o que faria naturalmente que o processo produtivo menor”, na opinião do especialista.

“Dentro do processo produtivo de produção de roupa nova, não vejo nenhum movimento de conscientização para redução Vejo da quantidade no processo produtivo. Só uma preocupação de ficar bem na fita”.

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Fonte da Notícia

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Osmar Queiroz

Osmar é um editor especializado em tecnologia, com anos de experiência em comunicação digital e produção de conteúdo voltado para inovação, ciência e tecnologia.

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