Modernismo de 1922 ecoa na arte de Adriana Calcanhotto 100 anos após a semana paulistana | Weblog do Mauro Ferreira
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♪ ANÁLISE – Realizada entre 13 e 17 de fevereiro de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo, com a presença de músicos da esfera clássica como Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959) ea pianisa Guiomar Novaes (1894 – 1979), a Semana de Arte Moderna completa 100 anos com ecos na música brasileira.
Um século depois, Adriana Calcanhotto é a artista que, na música do Brasil, mais reverbera o modernismo em discotecas e presentations.
Herdeira da Tropicália, movimento pop que sacudiu a música brasileira entre 1967 e 1968 com Caetano Veloso e Gilberto Gil à frente da organização musical desse movimento que (também) reciclou a estética de 1922, Calcanhotto tem desfolhado bandeiras modernistas desde a década de 1990.
Vinte anos antes de ter servido banquete antropofágico no display A Mulher do Pau Brasil (2018), espetáculo de título alusivo ao Manifesto da Poesia Pau Brasil (1924), um dos pilares do movimento modernista organizado por nomes como o escritor paulistano Oswald de Andrade (1890 – 1954), a cantora já havia aberto o álbum Maritmo (1998) com Parangolé Pamplonamúsica da lavra dessa gaúcha pós-moderna.
Capa de ‘Maritmo’, álbum de 1998 em que Adriana Calcanhotto aparece vestida com parangolé — Foto: Divulgação
Na capa do disco, a artista aparece vestida com parangolé. Obra criada pelo artista plástico carioca Hélio Oiticica (1937 – 1980) nos anos 1960, o parangolé – nome de banda de pagode criada na Bahia em 1997, em indícios da geleia geral – são capas e faixas que não raro, são ornadas com mensagens de caráter político.
No caso de Calcanhotto, a mensagem está na poesia das letras, algumas escritas por poetas como Antonio Cicero, mas a maioria com versos da própria Calcanhotto.
Maritmo é também o disco de Vamos comer Caetano (Adriana Calcanhotto1998), iguaria que se nutre da antropofagia modernista.
Como Caetano Veloso, Adriana já se valeu do poema Escapulário (1925), de Oswald de Andrade, para fazer a deglutição tropicalista das conquistas modernistas.
Artista que pegou o trilho do samba, alcançou o bonde do funk e sintonizou o cancioneiro sentimental das rádios populares, sem nunca sair do rádio vanguardista, Adriana Calcanhoto talvez seja quem mais bem personifica na música in style do Brasil, em 2022, o modernismo já centenário . A Mulher do Pau Brasil sabe servir um banquete de signos modernistas.
Adriana Calcanhotto no display ‘A mulher do Pau Brasil’, de 2018 — Foto: Mauro Ferreira / g1
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