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O fim do armazenamento de dados infinito pode libertá-lo

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No início de janeiro, O Google enviou um electronic mail notificando-me de que ecu havia usado 76% do espaço de armazenamento gratuito da minha conta — os 15 gigabytes compartilhados no Gmail, Google Fotos e Google Force. Ecu estava vagamente ciente de que de fato existia um limite de armazenamento e que um dia ecu poderia alcançá-lo, mas a notificação ainda me pegou desprevenido. Tendo vivido com a ilusão da capacidade efetivamente infinita do Google por uma década e meia, ecu dificilmente poderia imaginar um mundo em que precisaria racionar meu uso da nuvem e subconscientemente presumira que o dia nunca chegaria.

Se ecu não conseguisse me organizar e excedesse meu limite, o electronic mail me informou, uma série de inconveniências perturbadoras começariam: ecu não conseguiria enviar ou receber e-mails, fazer add de arquivos para o Force, criar Google Doctors, ou faça backup de novas fotos. Comecei a notar a barra de progresso sempre presente no canto inferior da minha janela do Gmail, marcando gradualmente até 100% do meu limite (e adicionando uma nova camada de ansiedade a uma interface que já gera muito).

No mesmo electronic mail, é claro, o Google me ofereceu uma saída fácil, incentivando-me a simplesmente pagar por um plano de armazenamento do Google One – apenas US$ 1,99 por mês por 100 gigabytes ou US$ 2,99 por 200. Mas atingir um limite de armazenamento pessoal gratuito e ter que pagar por mais, por mais barato que seja, marca uma transição perceptiva, um reconhecimento de que a “nuvem” é mais um recurso finito distribuído entre servidores físicos, não um éter imaterial que pode absorver quantidades exponencialmente crescentes de informações sem nenhum custo. E se o Google eventualmente cobrar mais pelo armazenamento, quase certamente continuaremos pagando sem pensar duas vezes. Muito provavelmente, não teremos muita escolha.

Quando o Google foi lançado Gmail em 2004, cada conta fornecia um gigabyte sem precedentes de espaço de armazenamento gratuito, mais de 100 vezes o que o Yahoo e o Hotmail ofereciam na época. No ano seguinte, essa capacidade dobrou para 2 gigabytes em resposta a usuários que já estavam se aproximando do limite de armazenamento, levando Georges Harik, então diretor de gerenciamento de produtos do Gmail, a sugerir que o Google deveria “continuar dando às pessoas mais espaço para sempre”. O Google expandiria a capacidade person para 10 gigabytes em 2012 (com o lançamento do Google Force) e 15 gigabytes um ano depois, quando o Google unificou seus vários repositórios de dados pessoais sob um único guarda-chuva com um único limite de armazenamento. Em 2015, o Google Fotos desmembrou-se da rede social Google+, lançada com armazenamento em nuvem ilimitado para fotos de “alta qualidade”.

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Então, a tendência de armazenamento cada vez maior do Google finalmente se inverteu. Perto do ultimate de 2020, a empresa anunciado que começaria a contar fotos de “alta qualidade” para o limite de 15 gigabytes. O anúncio estimou que 80 por cento dos usuários seriam capazes de armazenar cerca de três anos de dados antes de exceder sua capacidade livre (o rastreador personalizado do Google atualmente estimativas que me restam 10 meses).

Ao fomentar a sentido que nossos poços de informações pessoais eram insondáveis, o Google transformou todos nós em acumuladores de informações. Na época do anúncio do Google Fotos no ultimate de 2020, o serviço continha mais de 4 trilhões de fotos, com 28 bilhões de novas fotos e vídeos sendo enviados toda semana. Tendo transcendido a escassez física do filme, agora capturamos qualquer coisa que pareça remotamente provável de ter interesse futuro, de fotos de férias a capturas de tela, adiando uma avaliação mais rigorosa de valor que provavelmente nunca conseguiremos.

Muitas das fotos e vídeos que acumulamos nunca são vistos novamente depois de serem tirados – nós apenas os jogamos no grande balde do Google, sabendo que poderemos encontrar o que precisamos mais tarde. Abordamos o electronic mail da mesma forma, arquivando tudo porque o custo marginal de fazer isso é efetivamente 0, e há poucas razões para excluir qualquer coisa até agora. Preocupados com a possibilidade de excluir algo de que acabaremos precisando mais tarde, erramos por precaução ao salvar tudo. A perspectiva de ter que reduzir o tamanho ou até mesmo organizar seu próprio arquivo de fotos, e-mails ou arquivos – o pântano de dados que lentamente, ao acaso se transforma em uma marca virtual da vida de alguém – é assustadora. Muitos de nós não saberíamos como decidir quais fotos valem a pena manter e quais excluir, sempre presumindo que poderíamos manter todas elas.

Não são meros hábitos. São expressões fundamentais da nossa relação em evolução com a informação. O primeiro e mais revolucionário produto do Google, a busca, nos permite ser casuais, até mesmo confusos, com nossos dados. Só somos capazes de acumular impensadamente grandes volumes de informações em nossas contas pessoais porque temos recursos de pesquisa poderosos o suficiente para nos ajudar a navegar por esses dados, da mesma forma que navegamos na Web pública. Em grande parte por causa do Google, a busca substituiu a classificação no gerenciamento de informações pessoais; em vez de organizar nossos dados usando um sistema legível ou saber onde as coisas estão, tudo pode ir para uma pilha aparentemente confusa. Não é de estranhar, então, que para uma geração mais jovem criada em busca“o conceito de pastas e diretórios de arquivos, essencial para a compreensão de computadores das gerações anteriores, é sem sentido”.

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Fonte da Notícia

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Osmar Queiroz

Osmar é um editor especializado em tecnologia, com anos de experiência em comunicação digital e produção de conteúdo voltado para inovação, ciência e tecnologia.

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