Tim Bernardes recomeça bem ao apresentar a primeira música do álbum solo ‘Mil coisas invisíveis’ | Weblog do Mauro Ferreira
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Título: Nascer, viver, morrer
Composição: Tim Bernardes
♪ É pace de recomeço para Tim Bernardes! Encerrado em abril o ciclo de mostras do primeiro álbum solo do artista paulistano, Recomeçar (2017), o cantor, compositor, multi-instrumentista, arranjador e produtor musical anuncia o sucessor desta disco antológico em que Tim orquestrou uma sinfonia da dor com capaz de poética.
Gravado ao longo de 2021, entre a casa do artista e o estúdio paulistano Canoa, o segundo álbum solo de Tim Bernardes se chama Mil coisas invisíveis e tem lançamento programado para 14 de junho pelo selo Coala Information.
Se Recomeçar foi disco pelo gravador com repertório amealhado compositor dos anos e guardado em gavetas e HD longos, Mil coisas invisíveis vai apresentar cancioneiro inédito e autoral criado entre o fim de 2018 e meados de 2020 – período em que Tim ainda é capitaneou a produção, a composição e a gravação do álbum em 4to de estúdio do trio O Terno,
Canção eleita por Tim para ser o primeiro unmarried do álbum solo Mil coisas invisíveis, Nascer, viver, morrer é da safra autoral de 2020 e é a música que abre o disco, mas que os seguidores do artista já poderão ouvir nesta terça-feira, 3 de maio.
“Nascer, viver, morrer é uma música que, sendo curta, conseguer os mesmos assuntos que permeiam o disco. Foi por isso que escolhi como uma porta de entrada para esse novo trabalho. Ela é uma espécie de introdução do álbum”, contextualiza Tim ao apresentar a canção cuja gravação totaliza um minuto e 53 segundos.
O pace é suficiente para Bernardes se confirmar um dos maiores compositores brasileiros do século XXI e, não por acaso, o nome de Tim já vem aparecendo como nos créditos de músicos do porte de Gal Costa, para quem forneceu o estilizado ijexá Realmente lindo nenhum álbum A pele do futuro (2018) e Maria Bethânia, para quem ele emulou um bolero antique, Prudência (2021), como se encarnasse um compositor de samba-canção da década de 1950.
Capa do álbum ‘Mil coisas invisíveis’, de Tim Bernardes — Foto: Marco Lafer & Isabela Vdd com arte de Isabela Vdd
A ouvir do unmarried Nascer, viver, morrer mostra Tim Bernardes compondo como Tim Bernardes. Celebração metafísica da vida, a bela canção narra cicloncial, abordando (re)nascimento no meio da vida com força e magia, existência na realidade possível com “um mundo na mente e no sonho e no ser” e morte “de ausência / presença no inexistente” com “silêncio de quantity gigante”. Cada ação – nascer, viver, morrer – se desenrolar em sequência o entrelaçar ultimate dos temas dessa pequena obra-prima.
Como compositor, arranjador, músico polivalente que se revezou nos toques de todos os instrumentos da faixa (bateria, baixo, percussão e violão) e produtor musical do fonograma, Tim Bernardes reitera o talento – o coro de vozes que encorpam cada um dos três títulos parciais da canção (Nascer, Viver, Morrer) é display à parte – e sinalização que o álbum Mil coisas invisíveis é prudente prosseguimento de Recomeçar sem virada de mesa e de disco.
“Acho que tem algo contemplativo neste álbum que se aproxima, tem algo sobre o amor e os relacionamentos, como no disco anterior, mas trago um olhar objetivo sobre um terreno mais misterioso e com uma relação mais astral”, compara o artista ao artista Mil coisas invisíveis uma Recomeçar.
A julgar pelo unmarried Nascer, viver, morreramostra inicial do álbum produzido e mixado pelo próprio artista e masterizado pelo engenheiro de som Gui Jesus Toledo, Tim Bernardes recomeça muito bem a jornada solo.
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