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Trilha torta do amor de Elza Soares e Garrincha ecoa em série documental sobre o casal | Weblog do Mauro Ferreira

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MEMÓRIA – Disponível no Globoplay desde sexta-feira, 4 de março, a excelente série documental Elza & Mané – Amor em linhas tortas ecoa trilha sonora criada em 1963 no embalo da paixão que uniu Elza Soares (23 de junho ou 22 de julho de 1930 – 20 de janeiro de 2022) com o jogador de futebol Manuel Francisco dos Santos (28 de outubro de 1933 – 20 de janeiro de 1983), o ídolo dos campos imortalizado como Mané Garrincha.

Iniciada em 1962, a união da cantora com o craque – então casado com Nairs, a esposa com quem Garrincha tinha sete anos e que morreria em 1992 – Marque onda onda moralista e gerou trilha sonora sensacionalista para o caso recorrente, assunto recorrente na mídia .

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Acusada injustamente ter destruído a família e joga também a carreira de Garrincha, Elza foi induzida pela diretoria da gravadora Odeon a jogar também músicas que vão na armada para queimar a centro da cantora aos olhos da sociedade.

Usada na abertura da trilha sonora da série, dirigida e roteirizada por Caroline Zilberman, a gravação do samba Amor impossível (João Roberto Kelly e David Nasser) por Elza, em 1963, é exemplo de como a indústria fonográfica manipulou a cantora para explorar musicalmente o escândalo.

Tanto que, no mesmo ano de 1963, a Odeon faz Elza regravar o samba-canção Ecu sou a outra (Ricardo Galeno, 1953), lançado dez anos na voz da cantora Carmen Costa (1920 – 2007). Na voz de Elza, o samba-canção foi munição para manter acesso ou fogo midiático do caso.

Atenta aos sinais, a gravadora rival da Odeon, a Philips, fez o sambista Noite Ilustrada (1928 – 1993) gravar Volte pra casa (Sergio Malta, 1963) para mandar para Garrincha o recado moralista da sociedade hipócrita. Já a gravadora RCA fez a cantora Núbia Lafayette (1937 – 1993) dar voz à melodramática música Mil lágrimas (Adelino Moreira, 1963), espécie de recado de Nair Marques – a esposa abandonada e tratado como vítima pela filha – para Garrincha.

Todas as músicas tinham essas vindas em esquecimento – com exceção do samba-canção Ecu sou a outraanterior ao caso – até serem rebobinadas na trilhas sonora de Elza & Mané – Amor em linhas tortas.

A série documental faz justiça póstuma a Elza Soares na luta da cantora para amar Garrincha e livrá-lo do alcoolismo, o maior vilão na história da paixão de Elza e Mané. O álcool acabaria por apagar ou fogo e o amor do casal, explorador em 1963 por trilha sonora torta como as pernas angelicais de Garrincha.

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Fonte da Notícia

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Osmar Queiroz

Osmar é um editor especializado em tecnologia, com anos de experiência em comunicação digital e produção de conteúdo voltado para inovação, ciência e tecnologia.

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