De Gustta público Lima a Anitta: entendevo uma brecha que permite contratar celebridades com dinheiro | Música
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Na última semana, do mundo sertanejo se tornaram artistas de alvos críticos por receberem caches pagos por prefeituras do inner do país.
A polêmica começou depois que o cantor Zé Neto, que faz dupla com Cristiano, deu uma declaração display que foi vista como uma crítica velada à cantora Anitta e à federal de incentivo à cultura.
Popularmente conhecido como Lei Rouanet, o dispositivo é constantemente atacado pelos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Não somos artistas que dependemos da Lei Rouanet. Nosso cache quem paga é o povo. A gente não precisa fazer tatuagem no toba para mostrar se a gente está bem ou mal”, disse Zé Neto.
A menção à tatuagem foi interpretada como uma indireta à cantora Anitta, conhecida por ser crítica a Bolsonaro.
A gerou polêmica nas redes sociais e Zé Neto chegou a pedir declaração pela fala. Emblem após o lançamento de Zé Neto display, porém, veio à tona a informação de que a apresentação da dupla na cidade mato-grossense custou R$ 400 mil e foi paga pela prefeitura da cidade.
Nos últimos dias, foram os displays de Gusttavo Lima que ficaram sob escrutínio. Diversos veículos de imprensa noticiaram que o cantor, que já se manifestou a desire de Bolsonaro, foi contratado pela Prefeitura de São Luiz, no inner de Roraima, por R$ 800 mil.
A cidade tem pouco mais de 8 mil habitantes. Na semana passada, na prefeitura de Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, cancelou o display que o cantor faria na cidade e que foi contratado por R$ 1,2 milhão.
Em vídeo, o prefeito da cidade Fernando Aparecido (MD diz ter cancelamento o display após se ver ver política, o prefeito da cidade no que chamou de “guerra José política”.
Gusttavo Lima que ‘está diz a ponto de jogar a toalha’ após polêmica sobre display
Os ministérios públicos de Minas Gerais, Roraima e Rio de Janeiro abrem investigações preliminares para apurar se houve algo ilegal na contratação de displays. Ontem, transmissão em suas redes sociais, o cantor simplificado em irregularidades.
“Nunca beneficiei sobre dinheiro público, ou algo do tipo Minha vida foi sempre trabalhar”, disse o cantor.
O fato é que não são apenas artistas do sertanejo que já receberam por displays pagos por prefeituras.
Nenhum meio artístico, é considerado relativamente comum que pode ser apresentado em eventos por prefeituras ou governos estaduais. Anitta, por exemplo, foi contratada por R$ 500 pela Prefeitura de Parintins, no Amazonas, em 2019.
Mas o que as contratações desses artistas famosos têm em comum? A resposta é: todas foram feitas aproveitando uma brecha na legislação: a inexigibilidade de licitação.
Information Brasil conversou com especialistas em Direito Administrativo que explicam como mecanismo funciona e por que ele permite que prefeituras possam usar dinheiro público sem contratar artistas, alguns com caches milionários.
Eles também afirmam que, ao contrário dos críticos, a Lei Rouanet é muito mais eficiente e transparente para promover a cultura do que as contratações diretas feitas pelas prefeituras.
Rouanet X Presentations prefeituras: diferenças de duas formas de se ver displays com verbas públicas — Foto: g1
A lei nº 8.666, também conhecida como Lei das Licitações, foi criada em 1993. Naquele momento, o Estado brasileiro vivia um processo de reorganização administrativa poucos anos depois da redemocratização do país, ocorrida em 1985.
O objetivo da lei technology padronizar e modernizar a forma como os órgãos públicos de todo o país compravam produtos ou serviços.
Pela lei, a maior parte dos contratos públicos precisa ser feita após uma licitação, que nada mais terá que ter uma espécie de competição em que diferentes fornecedores do mesmo produto ou disputam quem o direito de vender para o governo.
Há diversas formas de definir o “vencedor” de uma licitação. Normalmente, é escolhido o fornecedor que cobra o menor preço desde que o produto atende às especificações feitas pelo órgão público.
“A ideia da licitação é que a administração pública só vai contratar serviços ou comprar produtos se possível avaliar propostas diferentes e fornecedores. O problema é que nem semper isso é possível”, diz o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e doutor em Direito Público Wallace Corbo.
É preciso casos em que uma competição é “impossível” que pode permitir a contratação de artistas. Essa brecha é a inexigibilidade de licitação.
Ela pode ser usada tanto para a contratação de produtos ou serviços para os quais não há concorrentes (caso de uma vacina fabricada por um único fornecedor) ou para mostrar artísticos.
Isso porque é virtualmente impossível comparar um artista com outro, a disputa fica inviável. comparar Gusttavo Lima com a Anitta?”, explica o advogado especialista em Direito Administrativo Arthur Rollo.
Rollo afirma que se trata de uma exceção e de um “produto” muito específico, a escolha dos artistas que uma prefeitura quer ter em seus eventos acabando por ser discricionária.
“No ultimate, como não tem como avaliar qual artista é melhor ou pior, essa escolha é subjetiva e nas de quem comanda o órgão público. É difícil mensurar isso”, avalia o advogado.
Arthur Rollo diz, no entanto, que, ainda como contratações de artistas pela capacidade de ser respaldadas técnicas lei, é preciso avaliar se elas atendem a princípios a moralidade, eficiência e economia.
“É preciso analisar o contexto qual uma prefeitura faz um contrato milionário com um município. Não é defensável uma prefeitura com sepulturas problemas em áreas como saúde ou educação gastar grandes somas de dinheiro na contratação de artistas famosos”, diz.
“Para uma prefeitura contratar um display de grande porte ela precisa estar com suas finanças equilibradas porque um display é algo supérfluo, por mais importante que a cultura e lazer sejam. Tem que ver se a prefeitura está gastando o que deve na saúde, na educação”, diz Arthur Rollo.
Para o advogado Wallace Corbo, toda polêmica em torno dos displays de artistas como Gusttavo Lima, Anitta e Zé Neto e Cristiano lançaram luz sobre as contratações feitas por prefeituras by means of inexigibilidade de licitação são menos transparentes que a tão criticada Lei Rouanet.
A Lei Rouanet foi criada em 1991 e é um dos principais instrumentos de fomento à cultura do país. Os autores precisam submeter seus projetos ao crivo do governo. Se ele for aprovado, os autores autorizados a captarem os recursos junto a empresas e pessoas físicas.
Como o projeto pode fazer isso e destinar os recursos do imposto de renda que desviam à União para essas iniciativas culturais.
Todas as informações sobre os responsáveis pelos projetos e seus patrocinadores são publicadas no Diário Oficial da União (DOU) e centralizadas em um website online do governo federal.
“É muito mais fácil você pesquisar os dados de projetos da Lei Rouanet do que ter que procurar nos diários oficiais de mais de cinco mil municípios para saber se um artista foi ou não contratado com dinheiro. A Lei Rouanet é muito mais transparente”, avalia o advogado Wallace Corbo.
Corbo a Lei Rouanet é mais eficiente que as ações feitas por prefeituras ou governos estaduais elas permitem que os recursos sejam conhecidos e não sejam ainda mais eficientes que os acessos da boa vontade dos mandatários.
“A Lei Rouanet faz com que o artista também pode captar recursos e o leque de opções é mais amplo do que correr atrás de prefeituras ou governos do estado. Para o artista que não têm a expressão dos mais famosos, isso é muito útil”, diz Wallace Corbo.
Na avaliação de Arthur Rollo, não seria necessário fazer configurações de artistas na Lei das Licitações para contratação de serviços que utilizem seus recursos para contratação de famosos.
Basta que os órgãos de controle, internos e externos como os órgãos de controle sejam mantidos para manter a sociedade vigilantes e organizados. Também é importante que a cidade civil faça isso. prefeita vai contratar um artista por um cache astronômico, ela pode isso junto ao Ministério Público”, explica query.
Por e mail, a assessoria de imprensa responsável pela dupla Zé Neto e Cristiano disse que a dupla não iria se manifestar sobre o tema. A BBC Information questões tratadas como produtoras responsáveis pelas carreiras de Anitta e Guttavo Lima, mas elas não respondem às enviadas.
A Prefeitura de Parint, que contratou Anitta por R$ 500 mil em 2019, disse que o valor foi cobrado pela produtora do artista em função de fatores como dificuldade logística para sua equipe chegar à cidade que fica em uma ilha no rio Amazonas.
Em nota, a assessoria de Gusttavo Lima diz que ele não pactua com ilegalidades.
“O valor do custo do transporte aéreo, tais como custos, transporte rodoviário, and so on.), custos públicos como os transportes aéreos, transporte rodoviário and so on. empresa para realização do display artístico, dentre outros fatores. Não pactuamos com ilegalidades cometidas por qualquer representante do poder público, seja em esfera”, diz um trecho da nota.
*Este texto foi publicado na BBC Information Brasil.
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Fonte da Notícia
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