Gloria Groove diz que álbum um estilo ‘funkeira de escola pública’ e ‘roqueira de porta de buying groceries’ | Lollapalooza 2022
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Gloria Groove não está “montada” quando fala ao g1 sobre seu segundo álbum, o novo “Woman Leste”. Mesmo sem peruca nem maquiagem, a empolgação da cantora e drag-queen para explicar a criação do álbum faz as imagens pularem a cada frase.
A ideia technology unir a estética da “mandraka (estilo de funkeira) de escola pública” e “roqueira de porta de buying groceries”. “Ecu falei: ‘vou ser essa boneca Bratz roqueira-funkeira'”, explica.
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O nome junta duas experiências: como “woman” e como cria da Zona de São Paulo. Gloria conta como recuperou até o jeito de falar com sotaque paulistano da ZL – que tinha aprendido a “limpar” nos trabalhos que fez em dublagem de TV.
Ela explica todas as parcerias ecléticas do álbum: com os MCs Hariel e Tchelinho, o grupo de pagode Sorriso Maroto, a dupla de rappers Tasha e Tracie e as cantoras Marina Sena e Priscilla Alcântara.
As letras da artista que, quando criança, cantou na nova versão da turma do Balão Mágico, têm vários trechos “proibidos para menores”. “A presença do explícito dentro de Woman Leste é um aliado de que ecu continuo sendo uma figura de uma contracultura ela diz. Leia a conversa abaixo:
g1 – SP está cheio de MCs que adotam suas origens como nomes, tipo o Menor da VG, ou Neguinho do Kaxeta e o próprio MC Daleste. Para você, quando surgiu a figura “Woman Leste”?
Glória Groove – Woman Leste é uma brincadeira que começou no início do ano passado com esse perception de pensar o que seria o meu “vulgo”. Puxa a referência de algumas “damas” que ecu sou fã, tipo Woman Gaga, Tatá Werneck, que é Woman Evening. E carregue o lugar de onde ecu vim, na Zona Leste de São Paulo.
O “woman” fala sobre como feminino é uma coisa que ajuda também a quem ecu sou, o Daniel também Ajuda a melhorar a minha alma. Então esse nome para mim é um vulgo que vai valer por muito pace, não é só uma technology musical.
Capa do álbum ‘Woman Leste’, de Gloria Groove — Foto: Divulgação
g1 – E quando passou do vulgo para virar um álbum?
Glória Groove – Quando ecu pensei em Woman Leste, já sabia que technology para candidato a supremo ser nome das pirações que ecu estava escrevendo. A primeira música foi “Bonequinha”. Foi a primeira faixa onde invoquei a Woman Leste.
Ela marca minha conexão com o pop da pista. Ecu vim da fase r&b de ‘Affair’ (EP de 2020), com uma estética bem mais limpa. Ecu estava tentando me reconectar que ecu sempre fui, de festa, antes de uma pandemia começar.
Decidi que minha inspiração direta seria como minhas primas e como meninas que sempre estudaram comigo.
E que ecu ia unir essa estética completamente “mandraka” (estilo de funkeira estilosa) da escola pública, com essa coisa roqueira que ecu by the use of no rolê da porta do buying groceries. Sabe o rolê dos góticos?
Minha vivência na Zona Leste traçou um paralelo entre o funk e o rock. Ecu by the use of funkeiros e roqueiros todo dia, o dia inteiro, vivendo na Zona Leste. Quando ecu lembrei da sacada da LadyLeste, ecu falei: é isso.
A estética dela é essa: meio funk, meio rock. Daí nasceu a brincadeira com a “Bonequinha”, que é um funk pop, mas que traz aquela guitarra pesadona. Desde o começo ecu falei: mano, quero que a guitarra tenha aquele timbre do Slash fazendo um solo, para chamar a atenção mesmo.
“Bonequinha” tem, em uma música, tudo que o álbum leva. Tem o funk do começo, o rock do ultimate, o lure do meio. Ecu falei: ‘vou ser essa boneca Bratz roqueira-funkeira’. Então ela veio dessa vontade de ter uma música-tema para meu novo momento de autoconfiança.
g1 – Nessa parte do disco sua voz parece muito, não só no timbre de funkeira, mas também nas letras. Como foi a criação?
Glória Groove – Elas são a apresentação de Woman Leste e dessa energia mais noturna, mais asfalto, mais suja, pronunciando todos os os Rs de paulista. Fui recapitulando o jeito que ecu vi os amigos e meus primos falando a vida inteira, o jeito que ecu vi a galera da escola conversando
Apesar de ecu sempre ter me comunicado assim também, como o meu trabalho technology ser dublador [Gloria já participou de programas como “Digimon” e “Power Rangers]ecu tinha que limpar ao máximo todos esses cacotes.
Foi importante assumir esse jeito de falar. Ecu estava tentando propor quem ecu seria, brincando de ser realmente um Mc Daleste.
Não é à toa uma homenagem ao próprio MC Daleste (na música “Vermelho”, que tem versos tirados de “Quem é essa menina de vermelho”, do funkeiro que morreu em 2013). Ele se chamava Daniel, como ecu. Ele é o Daniel da Penha e ecu sou o Daniel da Vila Formosa.
Então ecu tenho muito orgulho dessa porção do álbum. Por mais divertida que ela, tem pessoal e muito coração e muita identificação ali.
Gloria Groove — Foto: Divulgação
g1 – Vamos falar sobre as várias parcerias do disco. Ainda nessa primeira parte ‘funkeira’, tem o MC Hariel em ‘SFM’.
Glória Groove – Ecu sinto que e o Hariel artistas que representam a evolução do se tornou o funk paulista, de onde ele pode chegar. O Hariel está fazendo um DVD sinistro e é um artista lançado. Ecu sou uma artista da Zona Leste que também canta funk feito em São Paulo, que conversa com outros lugares e entra em outros ambientes.
A gente já tinha feito contato algumas vezes para se parabenizar, algumas de suas lembranças mesmo. Quando ecu chamei para o álbum, ele foi tremendous receptivo, e esperou a gente estar junto para escrever esse verso.
Uma curiosidade é que no estúdio também estava o Criolo. Ele não só me cumprimentar como ficou na sessão com a gente lá. O verso do Hariel foi escrito com a supervisão minha e do Criolo, sabe? Não teve mais boada.
Ecu olhe e pensei: “O que está com a minha vida? Ecu estou trocando figurinha sobre uma lírica que vai estar dentro do meu álbum com o Hariel e com o Criolo.”
g1 – O pagode (na faixa “Tua indecisão”, com o Sorriso Maroto) não é um estilo tão alto nas paradas, mas dá para entender como ele se encaixa no disco que evoca a rua da Zona Leste.
Glória Groove – Vale sobressair que ecu estou ouvindo pagode literalmente do útero. Ecu sou filho de uma backing vocal do Raça Negra e nasci em 95.
O Raça Negra fazia muito display, e minha mãe fez muito display grávida, então ecu já ouvi muito “dididiê” diretamente do útero. Ecu nasci dentro desse rolê.
“Tua indecisão” nasceu de uma brincadeira que a gente estava fazendo no momento de descontração do álbum. A estrutura nasceu em 15 minutos. E aí na mesma semana ecu mostrei a música para o Bruno Cardoso (vocalista do Sorriso Maroto). Ele foi, ouviu e topou na mesma hora.
g1 – Já ‘Ecu sobrevivi’, com a Priscila Alcântara, tem muita guitarra, mas lembra muito essa conexão do rock de area com o gospel, de onde ela veio.
Glória Groove – Mas a sacada da Priscilla Alcântara veio depois. “Ecu sobrevivi” nasceu dessa forma: ecu tinha escutado uma música do Arctic Monkeys. Isso ficou na minha cabeça e nasceu a frase “se ainda quiser”. música existente.
Quando pedir um ensaio de rock and roll de estádio, ecu queria fazer um tipo de “Halo” da estética, uma música emocionante, de ultimate de display. É uma coisa explosiva com uma carta de amor para os fãs pós-pandemia.
A sacada da Priscila veio depois, e ecu pensei que a presença da Priscila na música pop é justamente sobre essa noção divina, esperançosa.
A gente se conhece desde que a gente tem oito, nove anos de idade. A gente conhecida do mesmo concurso no SBT, o “Código fama”, que ela venceu. Ela teve sua fase gospel a vida inteira, ecu tive minha fase gospel também, ea gente foi se reencontrar agora como artistas pop.
Gloria Groove — Foto: Divulgação
g1 – O encontro com a Marina Sena (em “Apenas um neném”) foi já durante a loucura do estouro no ano passado?
Glória Groove – Marina Sena foi uma das grandes amizades que ecu fiz em 2021. Ecu já technology fã dela do projeto Rosa Neon. Ecu já pensei uma voz incrível e nem imaginava que ela estava guardando.
Quando veio o álbum “De primeira”, aí ecu realmente caí de quatro pela Marina Sena. Porque toda a estética que ela planeja é dela, não parece com o pop que ecu faço, que a Luisa Sonza faz ou que a Anitta faz. É exclusivamente Marina Sena.
A Marina é ela o pace todo. Para uma artista como ecu, que vive artisticamente uma construção, que não é Gloria Groove o pace todo, é muito fascinante ver uma artista como ela, que não é para ser a Marina Sena.
Ecu tinha essa frase “não fala assim comigo, ecu sou apenas um neném” no meu bloco de notas. E aí os meninos sacaram: vamos fazer um arrocha disso, meio humorístico. Fez todo o sentido com a vibe dela.
g1 – Já com a Tasha e Tracie (“Pisando fofo”) parece que foi algo que fluiu fácil, pela conexão de vocês três com o rap.
Glória Groove – Essa música teve uma versão de um minuto e 42 segundos durante um pace. Ecu vou a música lá só com refrão e meu primeiro, esperando a parceria. Aí a gente estava viciada em ouvir Tasha e Tracie. Ecu conheci as meninas e falei: gente, ecu acho que é isso, porque além de tudo são duas pessoas que vão trazer uma energia Woman Leste, e foi muito certeiro.
Elas conversam com todos esses universos do hip hop e do funk, e transitam tanto que é quase como se elas fossem um pedacinho da própria alma da Woman Leste ali no meio.
g1 – Faltou uma parceria com o Tchelinho em “Fogo no barraco”. Tem uma letra bem “proibida para menores”. Hoje que você tem um acesso grande ao mainstream, a TV, rádio, você tenta medir isso?
Glória Groove – Essa perturbação para mim foi se subvertendo com o pace. Primeiro ecu tinha um foco de ser “nichada”, uma artista drag queen que cantava hip hop e lure falando de uma experiência muito específica.
Depois foi o “Bumbum de ouro”, que renovou a estética para falar com mais gente.
E para chegar nesse novo momento agora com “Woman Leste”, ecu vejo a necessidade de voltar um pouco para as origens, para evitar esse processo de “embonecação” do trabalho.
Ecu tenho uma conexão muito grande com as crianças. Parece que elas me enxergam muito melhor do que os adultos. Elas entendem a minha brisa porque não têm essa camada da maldade.
Ecu não percebi que importa o quão puta, expressa ou bruxa ecu estou sendo, para as crianças tudo continua sendo uma grande brincadeira.
A presença explícita de Woman Leste é um acessório dentro de que ecu continuo a figura de uma contracultura. Tendo rompido muitas barreiras e atingido o mainstream, é um único de onde ecu não esqueci. Ecu não abri mão das minhas ideias.
É um jeito de determinar esse espaço, de falar: opa, peraí, não vou ficar me tolhendo ou me podando para me comunicar.
Mas é preciso “papai e mamãe” saberem como esse trabalho deve ser produto. Tem que saber onde a responsabilidade é minha e onde começa a responsabilidade do outro. Porque ecu nunca parei para dizer o contrário.
Continua sendo uma drag queen brasileira falando sobre a minha vivência. Então não dá para esperar que isso seja muito higienizado. Não seria nem interessante para a gente como cultura. Existe uma grande importância na sujeira que Woman Leste consigo mesmo.
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