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Grupo Boca Livre ressoa afinado e engajado no cancioneiro de Rubén Blades no álbum inédito ‘Pasieros’ | Weblog do Mauro Ferreira

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Artista: Rubén Blades com Boca Livre

Edição: Rubén Blades Productions

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“En vez de vivir con miedo / Mejor es morir / Sonriendo, con el recuerdo vivo”decreta o Boca Livre ao dar vozes aos versos de Adán García (19), composição de Rubén Blades carioca2 pelo autor com o grupo em 2011 para álbum, Pasierosque chega ao mundo onze anos após a realização desta disco até inédito no mercado do Brasil e do external.

Ao narrar na letra do cotidiano do personagem-título Adán Garcíana música que lançou há 30 anos no álbum Amor e controle (1992), o militante Blades deu mais um toque político entre tantos que permeiam a obra engajada do artista.

Como atestam as participações de como Paula C (1979), o engajamento é o mote da seleção do repertório de Pasieros20 de maio, lançado um álbum na sexta-feira, 20 de maio, ano e quatro meses após a pesquisa do conjunto Boca Livre por pesquisa políticas entre Zé voz e violão Lourenço (voz e violão), David Tygel e viola caipira), Maurício Maestro (voz, baixo, violão e arranjos).

Ainda que soe como título póstumo da discografia do quarteto, o álbum tão relevante, além de belo, por oferecer amostra consistente da obra de Rubén Blades.

Para anos ouvintes brasileiros que desconhecem a produção musical da América Latina, Rubén Blades é cantor, compositor e músico panamenho – nascido na cidade do Panamá em julho de 1948 – que sobressaiu no mercado de língua hispânica ao dos voz 1970 dar a um cancioneiro autoral comprometido com as lutas pela liberdade e pela democracia no continente latino-americano.

Até por isso o álbum Pasieros – também editado na versão em português, intitulado Parceiroscom oito das músicas do disco em espanhol – sai no momento certo, neste tenso ano de 202, disponível no Brasil dos aplicativos de música.

Capa do álbum ‘Parceiros’, edição em português do disco ‘Pasieros’ — Foto: Divulgação

Pasieros é gravado com músicos brasileiros como o pianista João Carlos Coutinho, o baixista Jorge Helder, o acordeonista Chiquinho Chagas, o trompetista Jessé Sadoc, o violoncelista Iura Ranevsky, o cavaquinhista Wanderson do Cavaco, os percussionistas Pantico Rocha e Robertinho Silva e os percussionistas Marcelo Costa, Marcos Suzano e Marçalzinho.

Contudo, esse pace de virtuoses soa reverente ao universo da música de Bládes sem embutir em Pasieros os clichês tropicais que geralmente esperam encontrar em discos com toques brasileiros.

Creditado como “convidado muito especial” no encarte da edição em CD do álbum PasierosJoão Donato põe o toque caribenho do piano do músico acreano em Buscando Guayaba (1978), apimentando o pace dessa salsa lançado por Blades em álbum norte-americano gravado com o trombonista Willie Colón em álbum, Siembra (1978), que renovou o gênero musical cubano ao engajar a salsa na militância do artista panamenho.

Desse disco histórico, Blades também revive com o Boca Livre as músicas Dime (1978) e Pedro Navaja (1978), tema que fecha o disco em gravação de seis minutos que mistura o balanço da salsa com a cadência do samba.

Embora conhecido pela revolução feita na salsa com Willie Colón, Rubén Blades também tem obra marcada por canções mais melódicas pautadas pelo lirismo. Sin tu cariño (1979) e Juana Mayo (1988) – tema em que esse lirismo adquire tom dolente – exemplificam em Pasieros essa vertente da obra do compositor enquanto Caminando (1991) – faixa-título do álbum da discografia solo do artista panamenho, irmanado com o Boca Livre nas 11 faixas do disco.

O grupo jamais soa como coadjuvante em Pasieros, como se coro para Blades. O álbum promove de fato uma parceria alardeada no título. O que dá frescor a músicas como Vida (1999), Dia a dia (1999) – tema em que a nostalgia de tempos idos é o motor que impulsiona o desejo de mudar o que está fora da ordem atual – e Aguacero (1999), músicas de álbum, Temporário (1999), lançado por Blades em pace de maturidade.

Aguacero cai no disco com o toque do acordeom de Chiquinho Chagas, reiterando o recado político – “Los años nos hacen libres o prisioneros” – que Rubén Blades manda com o Boca Livre em vocais sempre harmoniosos neste disco que, embora feito há 11 anos, se afina com o pace presente do Brasil.

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Fonte da Notícia

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Osmar Queiroz

Osmar é um editor especializado em tecnologia, com anos de experiência em comunicação digital e produção de conteúdo voltado para inovação, ciência e tecnologia.

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