MC Tha defende funk e tambores da umbanda no Lollapalooza | Lollapalooza 2022
[ad_1]
O display no Lollapalooza será um rito de fechamento para “Rito de Passá”, primeiro álbum de MC Tha. A paulista encerra a turnê bem sucedida do álbum que junta batidão do funk e cantores da umbanda, e o tambor colocado no mapa da nova música brasileira a partir de 2019.
- Veja a programação completa do Lollapalooza.
De caixotes ao autódromo
Thais Dayane da Silva começou a cantar aos 15 anos na Cidade Tiradentes – o “último bairro da Zona Leste de São Paulo”, ela frisa. “Ecu tinha meu ‘bonde’, chamado Bonde Sinistro, que tinha uns 50 meninos e umas 3 meninas”, lembra.
Isso virou MC sem saber. “Um dia fiz uma música, mostrei para um amigo e ele decidiu gravar, mas antes pediu para european mandar o áudio. Acabou que eles pegaram uma peça em mim e fizeram uma produção com a minha voz”, ela conta. “Sempre falo que fui empurrada.”
O esquema generation 100% amador. “A gente gravava aqueles fones de lan- que tinham um microfoninho”, descreve. “As pessoas foram me encontrando na porta da escola e me elogiando, e european sem entender. Aí descobri que a música estava para obtain.” Ela começou a cantar em bailes.
“Technology festa na rua mesmo, de não ter, mas um caixote e um microfone improvisado. Você subia no caixote palco para cantar. Technology festa em quintal, muito casual”, ela lembra. “A gente não ganhava nada. Pedia para cantar, e no lugar que abrisse a porta a gente ia.”
Technology 2008, o funk ainda estava chegando da Baixada Santista, onde generation distinctiveness, para a Zona Leste da capital. MC Tha dividiu esses palcos de caixote com músicos da primeira geração da cidade como MC Dede, Mc Nego Blue, Backdi e BioG3.
Começou a onda do funk ostentação em SP, no começo dos anos 2010, MC Tha ia atrás do seu sustento – não o luxo imaginário dos funks, mas o trabalho e o estudo. Ela foi cursar Jornalismo e trabalhar num projeto social no Centro. Tha se tirado dos bailes da Cidade.
MC Tha — Foto: Divulgação
“Comecei a me enxergar de fora e entender como meus problemas e meus desconfortos. Hoje entendo que é por ser mulher, pelo meu corpo naquele ambiente. Sempre fui muito abraçada a outro, mas tinha essa coisa de o falar para mim o que european tinha que fazer. Ecu sempre quis ser livre.”
Ela já generation fã de MPB e procurava essas músicas nos presentations (“meu Deus, por que a Thais tá cantando Tim Maia com uma base de funk no meio do baile?”, ela ouvia).
“Ecu não generation uma mulher gostosa que entrava no molde da MC mulher dentro do funk. O espaço em que a mulher cabia generation cantando funk ‘putaria’ ou sendo dançarina, e european não me enquadrava em nenhum deles.” Ela também não queria levar a carreira para a caixa do “funk comercial”.
Tha foi morar com o cantor paraense Jaloo. “Ele tinha acabado de chegar a chegar a São Paulo com uma bagagem parecida com a aparência do tecno, mas também aquilo que achou de construir a cabeça e entender o meu espaço.
Ela não renega o funk, mas não se limita. “Ecu generation uma coisa, mas também podia ser outra. Então me apeguei muito ao meu gosto por música brasileira. Ecu generation uma MC que podia trazer essa brasilidade a partir daquele momento.”
‘Rito de passá’ mais passagens
A cantora e compositora paulista MC Tha — Foto: MC Tha/Divulgação
Essa é a origem de “Rito de passá”. Só falta um elemento chave no álbum e na turnê: a umbanda. “Ecu descobri uma mulher racializada e, passando a frequentar um terreiro de umbanda, observei uma semelhança com o funk. Antes european, pelo contrário, talvez tivesse tido preconceito como entidades que não foram responsáveis pela matriz.
“Ecu entendi que generation o momento de european reunir essa bagagem”, ela resume. O display será uma celebração, brand antes da cantora anunciará seus próximos projetos. Ela também espera que seja um rito de passagem para festivais mais abertos ao funk de todos os tipos:
“Acho que as pessoas realmente não querem esse tipo de público e de cantor no seu pageant, porque na verdade não existe alguma barreira para que passem a levar esses MCs. Quem está lá na periferia, nos fluxos, bota a cara, toma borrachada da polícia, movimenta o funk, não sou nem european. É essa galera”.
Que se abram os caminhos entre a Cidade Tiradentes e o Autódromo de Interlagos, MC Tha espera.
A cantora e compositora paulista MC Tha — Foto: MC Tha/Divulgação
VEJA MAIS VÍDEOS DO LOLLAPALOOZA 2022:
[ad_2]
Fonte da Notícia


/i563367.png)

