Rússia avança em direção ao seu sonho Splinternet
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Usuários russos do Twitter notaram algo estranho quando tentaram acessar o serviço em 4 de março: não conseguiram. Nos seis dias anteriores, qualquer pessoa que tentasse acessar o Twitter de dentro da Rússia by way of a velocidade da Web lenta, independentemente da velocidade da conexão. Depois veio o apagão.
O Twitter ficando offline mostrou a seriedade com que o Estado russo assumiu o papel da mídia social em amplificar a dissidência sobre a invasão da Ucrânia pelo país. E demonstrou o progresso da Rússia na criação de uma “splinternet”, um movimento que efetivamente separaria o país do resto da infraestrutura de web do mundo. Tal movimento permitiria à Rússia controlar as conversas com mais firmeza e reprimir a dissidência – e está se aproximando a cada dia.
O padrão-ouro dos jardins murados digitais é a China, que conseguiu se separar do resto do mundo virtual com muito sucesso – embora as pessoas ainda encontrem seu caminho ao redor do Grande Firewall. “Acho que eles aspiram a [mimic China]”, diz Doug Madory, da Kentik, uma empresa de monitoramento de web com sede em São Francisco, sobre a Rússia. “Mas não foi fácil para os chineses.” A China encarregou um grande número de especialistas em tecnologia para criar sua versão da web e gastou enormes quantias de dinheiro. Em 2001, o Centro Internacional para os Direitos Humanos e Desenvolvimento Democrático estimou, a China gastou US$ 20 bilhões em equipamentos de telecomunicações censurados todos os anos. O famoso Nice Firewall é exatamente isso: um firewall que inspeciona cada bit de tráfego que entra no ciberespaço chinês e o compara com uma lista de bloqueio. A maior parte do tráfego de web na China passa por três pontos de estrangulamento, que bloqueiam qualquer conteúdo indesejável. Copiar a abordagem chinesa na Rússia é algo que Madory acredita estar além do alcance do presidente russo, Vladimir Putin. “Não acho que a Rússia tenha investido esse tipo de energia em recursos de engenharia para replicá-lo”, diz Madory. “Existem alguns países que adorariam ter o que a China tem, mas eles simplesmente não podem. Eles não têm as pessoas para fazê-lo. Há um caminho a percorrer antes que a Rússia se torne como a China.”
Mesmo que a Rússia tivesse o povo, inserir barreiras na infraestrutura de web relativamente aberta construída ao longo de décadas está longe de ser simples. Controlar a web de um país requer dois componentes principais: separar-se do resto do mundo e cortar o acesso de dentro. “Há muitas coisas acontecendo em ambos os lados do livro-razão”, diz Madory. Mas ambos são mais difíceis para a Rússia do que para a China porque está começando com uma web comparativamente aberta, após anos de envolvimento com o Ocidente. (A China, por outro lado, foi fechada quase desde que as primeiras pessoas se conectaram à web, seguindo uma ordem de fevereiro de 1996 dando ao estado controle absoluto sobre seu projeto e estabelecendo uma proibição de “incitar a derrubar o governo ou o sistema socialista”— significando que generation insular por design.)
O regulador de web da Rússia, Roskomnadzor, pode por lei exigir que os provedores de serviços de web da Rússia (ISPs) bloqueiem conteúdo ou não concluam solicitações de tráfego. Eles podem redirecionar o tráfego da Web para longe de websites que o Roskomnadzor considera inadequados para os russos comuns, essencialmente cortando qualquer navegador person do resto do mundo. No entanto, a Rússia tem mais de 3.000 provedores, que implementam diktats em diferentes velocidades. “Todo mundo é deixado por conta própria para descobrir como cumprir a ordem do governo de bloquear a BBC ou algo assim”, diz Madory. Cada ISP também united states métodos diferentes para tentar bloquear o acesso a websites que o regulador de mídia russo diz serem proibidos, com níveis variados de sucesso. “Dependendo da técnica que adotam, contornar o bloqueio pode ser mais fácil ou mais difícil”, diz Maria Xynou, da organização sem fins lucrativos de censura à web o Observatório Aberto de Interferência de Rede (OONI).
Mais comumente, os ISPs russos redefinem as conexões dos usuários enquanto eles tentam acessar websites, deixando-os presos em um ciclo frustrante de solicitações não atendidas. Isso acontece ao seqüestrar efetivamente uma solicitação de um navegador da Internet para acessar um web site. “Ao redefinir sua conexão, eles impedem que você se conecte ao web site ou serviço pretendido”, diz Xynou. Existem outras técnicas de bloqueio usadas pela Rússia. Um para as conexões TLS, o mecanismo criptográfico que rege a maioria das conexões de web, que por sua vez bloqueia o acesso a websites específicos. Outro método envolve a entrega de avisos de bloqueio aos usuários que tentam acessar um web site manipulando o Area Identify Device, ou DNS, que é essencialmente a lista telefônica da Web. Se um navegador não puder acessar esta time table telefônica, ele não poderá carregar um web site.
O sistema pode funcionar, mas tem suas falhas. “Quando a censura é tão descentralizada, isso significa que acaba sendo muito menos eficaz do que se fosse implementada de maneira centralizada”, diz Xynou. A Rússia deu alguns passos para tentar corrigir isso, mas na história recente tem lutado para implementar bloqueios ou barras em todo o país em websites considerados desagradáveis. Isso se deve ao modo como a infraestrutura de web russa funciona.
“O ecossistema da Web da Rússia está mal integrado ao world”, diz Alena Epifanova, pesquisadora do Conselho Alemão de Relações Exteriores, uma organização sem fins lucrativos de política externa, que estudou a censura e a infraestrutura da Web na Rússia. “Vemos muitas empresas estrangeiras envolvidas na execução de sua infraestrutura, de telecomunicações a redes de entrega de dados.” Isso inclui a Nokia, cujo {hardware} supostamente alimenta o SORMa vasta operação de espionagem de mídia social da Rússia.
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