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Web3 ameaça segregar nossas vidas on-line

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Em fevereiro, merda atingiu o ventilador da maneira same old: um tweet antigo ressurgiu. Brantly Millegan, diretor de operações da Ethereum Title Carrier (ENS), uma empresa da web3, escreveu o seguinte em maio de 2016: “Os atos homossexuais são maus. Transgenerismo não existe. Aborto é assassinato. A contracepção é uma perversão. Assim como a masturbação e a pornografia.” Depois que Millegan confirmou que essas ainda eram suas crenças, o debate na comunidade de criptomoedas e ENS explodiu. Um lado argumentou que as crenças pessoais de Millegan não tinham nada a ver com seu papel na ENS e, além disso, cancelar a cultura é uma coisa da web2, não uma coisa da web3. O outro lado assumiu a postura “Bem, por que devemos apoiar e trabalhar com um idiota”.

Esse tipo de situação é exaustivamente acquainted em uma plataforma como o Twitter, onde o poder de moderar comunidades on-line se tornou uma questão de importância constitucional. Mas ser um mod não costumava ser tão difícil. Nos dias inebriantes do início da web, me disseram, a especificidade e o tamanho das plataformas sociais facilitavam saber qual conteúdo não pertencia, e os relacionamentos mais íntimos tornavam o julgamento da intenção uma tarefa impossível. Expulsar alguém do bate-papo também teve repercussões menos sérias do que, digamos, decidir se o presidente dos Estados Unidos deveria ser desplataformado. A questão de saber se um web page de mídia social como o Twitter tem o direito de silenciar os maus atores não terminou com a nova administração, e as tecnologias web3 parecem oferecer uma alternativa tentadora.

O debate sobre Millegan poderia ter durado dias sem resultados – exceto que a comunidade ENS tinha poder para lidar com a questão diretamente. Aqueles que compraram o ENS, uma espécie de nome de domínio baseado em Ethereum, receberam $ENS, os chamados tokens de governança que permitem que os titulares votem no ENS DAO (organização autônoma descentralizada) que administra a empresa. Em teoria, os tokens de governança são usados ​​para descentralizar o poder nas empresas web3; na prática, porém, os titulares muitas vezes delegarão seus votos. A maioria dos detentores de $ENS delegou uma grande parte de seu poder de voto a Millegan.

Mas depois que seus pontos de vista ficaram claros, os detentores do $ENS rapidamente se organizaram para começar a delegar seus votos de Millegan. No ultimate da noite, Millegan passou de ter uma maioria de votos para ter menos de 1% do poder de voto. “Estamos, com poucas horas de antecedência e sem permissão centralizada, sem reuniões de diretoria, globalmente, sem censura, em um substrato computacional neutro, de forma autônoma, delegando nosso governo. votos para esse cara”, escrevi @dystopiabreaker, um dos principais organizadores, no Twitter. “Lembre-me novamente como você faria isso na sua C-Corp?”

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À primeira vista, tokens de governança são uma ideia emocionante e utópica, porque agora a web é uma droga. Devo listar as formas? Conteúdo barato e divisivo, algoritmos que categorizam usuários em tipos de consumidores enquanto ofuscam os criadores e as pessoas que eles querem ver e se envolver, coleta de dados and many others., and many others. Mesmo ter uma migalha de controle seria tão bom no paradigma atual. O problema é que uma migalha pode ser tudo o que você consegue, se tanto.

O problema com os tokens de governança, como tantas outras coisas, se resume à distribuição. Embora a situação da ENS possa parecer um caso de democracia direta, com uma pessoa igual a um voto, isso quase nunca é o caso.

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Fonte da Notícia

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Osmar Queiroz

Osmar é um editor especializado em tecnologia, com anos de experiência em comunicação digital e produção de conteúdo voltado para inovação, ciência e tecnologia.

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