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O mistério da disseminação world do Monkeypox

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Quando Moritz Kraemer ouviu pela primeira vez sobre o novo surto de varíola dos macacos se espalhando pelo Reino Unido, Europa e EUA, não foi por meio de canais científicos convencionais ou da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA), mas pelo Twitter. À medida que cada caso suspeito generation relatado e especialistas em doenças infecciosas compartilhavam suas teorias em pace actual, Kraemer – um epidemiologista da Universidade de Oxford especializado em modelar a disseminação de doenças infecciosas – ficou cada vez mais preocupado.

“Percebemos que esse surto generation incomum em sua expansão geográfica, com alguns clusters não vinculados a viagens”, diz ele. No passado, quando a varíola aparecia na Europa ou na América do Norte, os casos podiam ser facilmente rastreados até os países onde o vírus circula. Não dessa vez. Para acompanhar como o vírus estava se espalhando, Kraemer criou rapidamente o Monkeypox Tracker, que reúne informações sobre casos confirmados e suspeitos. É essa ferramenta que visualiza perfeitamente tudo o que é incomum sobre o novo surto.

Embora a varíola dos macacos seja endêmica na África Ocidental e Central, não é conhecida por ser especialmente transmissível. Foi encontrado pela primeira vez em macacos em 1958, mas acredita-se que roedores e outros pequenos mamíferos sejam o important hospedeiro animal, e o vírus é mais comumente transmitido através do contato próximo entre essas criaturas e humanos, fazendo com que as pessoas fiquem com febre, como bem como uma erupção abnormal reveladora.

Também pode se espalhar entre humanos – seja através de gotículas respiratórias ou fluidos corporais de uma pessoa infectada – mas isso tende a ser menos comum, pois a varíola não é contagiosa até que uma pessoa apresente sintomas, ponto em que é mais provável que estar convalescendo e evitando o contato com outras pessoas. Mateo Prochazka, epidemiologista do UKHSA, diz que algumas das cadeias de transmissão mais longas documentadas para o vírus são apenas seis infecções sucessivas de pessoa para pessoa.

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Mas, como o Monkeypox Tracker ilustra, grupos de casos estão aparecendo de repente em todo o mundo sem ligações claras com países endêmicos. Até o momento, o Reino Unido tem o maior número de casos confirmados em 57, juntamente com clusters em Portugal e Espanha, mas também surgiram casos em lugares distantes como Canadá e Austrália.

Então, o que está acontecendo? Alguns cientistas inicialmente especularam que uma nova forma mais transmissível de varíola dos macacos poderia ter surgido, mas agora as primeiras sequências genômicas virais do surto estão sendo publicadas e parecem sugerir o contrário. Na última sexta-feira, cientistas do Instituto de Medicina Tropical de Antuérpia, na Bélgica, publicaram uma sequência isolada de um paciente de 30 anos que sugere que a varíola atualmente em circulação é semelhante à observada em um surto em 2018. Outra sequência de um português paciente parece semelhante às formas do vírus detectadas em 2018.

“Se os genomas de vírus deste surto forem muito semelhantes aos anteriores, nos sentiríamos mais confiantes de que não houve algum salto evolutivo na transmissibilidade”, diz Jo Walker, pesquisador da Escola de Saúde Pública de Yale.

Parece mais provável que esse surto tenha se originado de um surto de casos em partes da África, combinado com um aumento nas viagens aéreas após o fim das restrições da pandemia e diminuição da imunidade contra ortopoxvírus – a família viral que contém varíola, varíola bovina, varíola, e outros – em grandes áreas do planeta. Jamie Lloyd-Smith, professor da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, que estuda a varíola há mais de uma década, diz que a imunidade contra essa família de vírus vem diminuindo em humanos desde que a varíola foi erradicada em 1980.

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Fonte da Notícia: www.stressed out.com

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Osmar Queiroz

Osmar é um editor especializado em tecnologia, com anos de experiência em comunicação digital e produção de conteúdo voltado para inovação, ciência e tecnologia.

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